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Meus dados me pertencem

Publicado em • 1 min de leitura

rino

Era empolgante explorar o mundo pelo navegador. O surgimento das redes sociais centralizadas acabou com esse costume. Fechou todo mundo num sistema de alienação permanente em torno de produtos comerciais. O tempo passou e, para quem chegou agora na web, o mundo parece que sempre foi assim. Por ter vivido outros tempos e conhecer o potencial de outras possibilidades, desde 2023, decidi não depender de uma empresa tutelando meu perfil online. Comecei usando um desses construtores de sites para criar o layout e administrar as postagens. Mas depender do serviço de terceiros ainda me incomodava. Passaram-se três anos até que a chave virou. Descobri recentemente que é possível fazer tudo sozinho sem depender dessa tutela corporativa. Iniciei e mantenho um site em html puro, não preciso mais que isso. Não sou profissional de TI, nem preciso ser. Sou professor de ciências, cidadão conectado e curioso. Faço tudo de maneira bem artesanal procurando saber o significado de cada linha de código. O importante é reconhecer que todo o esforço mental desempenhado para articular as postagens na web, sejam elas quais forem, é propriedade minha e esses dados me pertencem. Ainda preciso pagar por um servidor para manter isso online, mas o backup do sistema está no meu computador e eu tenho um carinho enorme por ele.